Artigo científico

Greve docente 2012 ou quando as bases perderam a paciência: a experiência na UFG

Autores

LUIS AUGUSTO VIEIRA; FABIANA ITACI CORRÊA DE ARAUJO

Dados bibliográficos

Ano: 2022

Local de publicação: Revista Linhas

ISSN/ISBN: 1984-7238

DOI: 10.5965/1984723823522022141

Resumo

Na esteira dos 10 anos daquela que foi a maior greve docente das Instituições Federais de Ensino (IFE) brasileiras, o presente artigo, de caráter ensaístico, se propõe a problematizá-la, no que tange aos seus desdobramentos na organização das/dos docentes, à luz do REUNI na Universidade Federal de Goiás, com particular interesse em seus campi do interior, sobretudo, o campus Goiás. Para tanto, utilizamos de pesquisa bibliográfica, documental e da experiência empírica de greve, vivida pelos próprios autores/as. Tal estudo permitiu a constatação dos efeitos deletérios do REUNI, principalmente nos campi do interior, e a greve como fator catalisador e impulsionador do movimento docente, mormente da oposição sindical na UFG. Dessa feita, entende-se que tal programa (REUNI) só pode ser entendido e analisado em sua dinâmica contraditória de expansão precarizada e que a greve continua como importante instrumento de lutas da classe trabalhadora, inclusas as frações não ligadas diretamente à esfera da produção.

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