Artigo científico

MASCULINIDADE HEGEMÔNICA E PROFISSIONALIZAÇÃO MÉDICA

Autores

Welson Barbosa Santos; THIAGO FERNANDO SANT ANNA E SILVA; Andreza Marques de Castro Leão

Dados bibliográficos

Ano: 2024

Local de publicação: Sapere Aude

ISSN/ISBN: 2176-2708

DOI: 10.5752/p.2177-6342.2024v15n29p23-43

Resumo

O presente estudo, de natureza qualitativa e com dados quantitativos, busca conhecer a partir do discurso dos discentes de um curso de medicina, os entendimentos dos processos sociais de constituição das masculinidades, haja vista que a heteronormatividade masculina comum a este curso pode contribuir para possíveis riscos de suicídio. Participaram desta pesquisa 50 acadêmicos do curso de Medicina de uma Universidade Federal brasileira que aceitaram a participar deste estudo que tem como instrumento de coleta de dados um questionário, assim como uma entrevista semiestruturada. Como recurso metodológico foi adotada a arqueologia dos discursos. Os dados obtidos revelam que questões da sexualidade e do tornar-se homem não são desprezadas neste curso. Os discursos evidenciam uma forte cobrança social de masculinidade hegemônica. Assim, diante do assujeitamento imposto estes discentes precisam se ajustar ou criar rotas de fuga, entre estas rotas pode-se ter a sujeição a esta cobrança ou o assumir uma masculinidade subalterna, estando a aceitação desta na dependência da eficiência profissional que se possa alcançar. Outra rota seria o suicídio, fronteira última para escaparem definitivamente das ondas opressoras e atualizadas dos armários.

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