Artigo científico

Religião civil: Alma do Estado e Autarcia em Rousseau

Autores

RICARDO DELGADO DE CARVALHO

Dados bibliográficos

Ano: 2014

Local de publicação: Revista de Filosofia

ISSN/ISBN: 1808-107X

Resumo

Rousseau em sua obra O Contrato Social idealiza princípios políticos que garantam aos indivíduos um Estado onde as pessoas tenham liberdade para viver, sem dependência nem tirania por parte de outros. A religião tem um importante papel nesse ideal, pois ela produz “sentimentos de sociabilidade”, além de ajudar a conscientizar o povo no respeito às leis. A religião por muito tempo exerceu influência e poder na política das nações, ela tornou-se fundamental junto às sociedades que possuíam uma espécies de “espírito público”, que facilitaria o liame social. Ele visa com ela superar o constante embate entre os poderes: secular e religioso, ele refletiu e instituiu algo “essencial” que melhore as relações humanas, que mantenha a paz entre os cidadãos. Jean-Jacques não tem como objetivo renunciar ao princípio do Estado laico e da liberdade de consciência, porém, ainda não se liberta da ideia usual em sua época, só pode haver moralidade entre os cidadãos com a existência imprescindível da religião. A religião civil não é como as outras de sua época, pois a mesma não possui templos, nem estrutura de poder, ela é “puramente civil”. São dogmas simples, objetivos que visam fomentar as virtudes da boa cidadania, a concretização da liberdade e igualdade, fundamentada na vontade geral, além da dedicação total à pátria, já consolidada através do pacto social.